quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Brasil ainda tem 13 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais

Em 2013, o Brasil registrou 13 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais -- contingente de pessoas que supera a população da cidade de São Paulo (11,8 milhões) e representa 8,3% do total de habitantes do país.
A taxa de analfabetismo caiu por um período de 15 anos, mas estagnou no levantamento divulgado no ano passado.  O índice de 2013 (8,3%) é 0,4 ponto percentual menor que o registrado em 2012.
Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada, nesta quinta-feira (18), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
Aos 15 anos, um indivíduo deveria estar entre o final do ensino fundamental e o início do ensino médio, antigo colegial. É considerado analfabeto quem não é capaz de ler nem de escrever um bilhete simples.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ideb não é parâmetro para discutir a qualidade da educação
 Por Carlos Eduardo Sanches. Publicado em Uol Notícias (10/09/2014)


Divulgados os resultados. E aí, melhorou ou piorou a qualidade da educação? Onde o indicador cresceu todos os problemas estão resolvidos? E nas escolas, municípios e Estados que registraram queda nada foi feito durante dois anos? Não temos a resposta pra estas e tantas outras perguntas porque o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) não tem essa capacidade.
Discutir qualidade da educação a partir do Ideb seria o mesmo que buscar uma definição da educação dentro de uma fábrica: estipular as tarefas, determinar a programação de ações, focar na execução dos serviços, providenciar a medição dos resultados e, claro, dar atenção especial à aferição do lucro. Acontece que professores não são robôs e os estudantes, tampouco, máquinas.
Ao contrário do que alguns possam imaginar, a educação é um direito, e não um serviço ou produto. Cada estudante tem um tempo e um modo de aprender e não há como definir que sua trajetória escolar siga padrões e regras pré-estabelecidos. O ambiente da sala de aula é diferente do chão de uma fábrica: enquanto operários manipulam máquinas os professores estimulam o desenvolvimento cognitivo de seres humanos.
Se Garrincha estivesse vivo poderia analisar o resultado do Ideb 2013 com sua maravilhosa frase: "esqueceram de combinar com os russos". Infelizmente, o Ideb surgiu na educação brasileira ao mesmo tempo em que em diversas regiões do mundo abandonavam a política do "accountability", com vistas à responsabilização de professores e gestores.

A realidade fica mascarada quando um indicador sintético combina informações sobre a aprendizagem de poucos alunos.
Carlos Eduardo Sanches: conselheiro estadual de educação no Paraná, sobre problemas na avaliação educacional do país.

Um dos exemplos é a fracassada reforma educacional de Nova York, segundo seus próprios criadores. Avaliação é fundamental no processo educativo, mas provoca desastrosos resultados quando utilizada apenas de maneira gerencial com foco no estabelecimento de rankings, comparações, na definição de programas de governo ou na destinação de abonos salariais.       
É preciso reconhecer que o Brasil avançou nos últimos anos na discussão sobre avaliação na educação. Pena que escolhemos o caminho errado. A realidade fica mascarada quando um indicador sintético combina informações sobre a aprendizagem de poucos alunos, em apenas algumas áreas, frente às taxas de aprovação.
As escolas brasileiras matriculam somente estudantes de 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º do ensino médio? Os alunos frequentam a escola apenas a cada dois anos? Todas as turmas têm mais de 20 alunos? A realidade local, o contexto sociocultural e as ciências da vida não fazem parte da formação do cidadão? Onde estão nesse indicador a formação inicial e continuada dos professores? E a infraestrutura das unidades escolares? Todos os estudantes têm o mesmo nível socioeconômico?

Esta lógica é decepcionante porque está centrada na comparação entre os desiguais. Na educação, dois processos estão presentes: um é o do ensino, e outro, da aprendizagem. É possível ter mesmo nível de domínio sobre ambas as variáveis? Isso dá pra ser traduzido em um número de 0 a 10?

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Brasil investe um terço do valor por alunos dos países desenvolvidos
O gasto em educação pública no Brasil foi um terço do valor da mesma despesa em países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Enquanto os países desenvolvidos, integrantes da OCDE, desembolsaram US$ 8.952 por estudante durante o ano de 2011, o Brasil investiu US$ 2.985 no mesmo período.
Esse valor é o segundo mais baixo entre todos os países da OCDE e os parceiros no estudo anual da entidade sobre educação, o Education at a Glance (Olhar sobre a Educação, em tradução livre).
O relatório, contudo, elogia o esforço brasileiro no incremento dos investimentos quando medidos em percentual do PIB (Produto Interno Bruto). O governo gastou 6,1% do PIB em 2011 e ficou bem acima da média dos países da OCDE, que é de 5,6%. Também é superior à média dos vizinhos latino-americanos como Chile (4.5%), México (5.2%), e Colômbia (4.5%).
O Brasil ocupa o 55º lugar no ranking das médias de leitura entre os participantes da última edição do Pisa (Programa Internaciona de Avaliação de Alunos), que testa alunos de 15 anos de idade. Em matemática, o país está em 58ª posição e, em ciências, ocupa o 59º posto. Na semana passada, o governo federal divulgou o Ideb (íÍndice de Desenvolvimento da Educação Básica) em que os resultados do ensino fundamental foram modestos e as notas do ensino médio caíram em 14 Estados.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Segundo psiquiatra, agressões físicas e verbais vindas de alunos são os principais motivos de doenças psicológicas entre professores 

À frente de sessões de terapia em grupo para professores da rede pública há mais de 25 anos, o psiquiatra Lenine da Costa Ribeiro diz que as agressões físicas e verbais vindas de alunos são os principais motivos de doenças psicológicas entre os educadores que recorrem ao divã.
Segundo o médico do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo, seis em cada dez professores não conseguem mais voltar às salas de aula após enfrentarem episódios de agressões graves - como humilhação, ameaças e ataques físicos.
O tema da violência em sala de aula contra professores também foi destacado em posts de Facebook e no Twitter por internautas em consultas promovidas pelo #salasocial, o projeto da BBC Brasil que usa as redes sociais em busca de uma maior integração com o público.
De acordo com Ribeiro, assumindo cargos de "readaptação", como funções na secretaria ou na biblioteca escolar, esses educadores tendem a ser vistos como figuras menos importantes do que aqueles que seguem dando aulas.
Desinteresse pela vida, depressão, perda de memória e problemas de cognição são algumas das consequências da violência no cotidiano das escolas, diz o psiquiatra.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pesquisa põe Brasil em topo de ranking de violência contra professores


Uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.
Na enquete da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.
Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%. Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero.
"A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos", disse à BBC Brasil Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE.
O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.
O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade.
Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coréia do Sul, com 66,5%.
A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.
A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.
Segundo Van Damme, "a valorização dos professores é um elemento-chave para desenvolver os sistemas educacionais".
Ele aponta melhores salários e meios financeiros para que a escola funcione corretamente, além de oportunidades de desenvolvimento de carreira como fatores que podem levar a uma valorização concreta da categoria.
No Brasil, segundo dados do CDEs (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) da Presidência da República, divulgados em 2012, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.
A média salarial dos professores nos países da OCDE, calculada levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 por mês, o triplo do que é pago no Brasil.
O especialista da OCDE cita a Coreia do Sul e a China como exemplos de países onde o trabalho dos professores é valorizado tanto pela sociedade quanto por políticas governamentais, o que representa, diz ele, um "elemento fundamental na melhoria da performance dos alunos".

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Administração Municipal não elaborou proposta de Avaliação de Desempenho para discussão na Comissão de Gestão
Na reunião da Comissão de Gestão do Plano de Carreira do Magistério Público Municipal de Barra do Choça, realizada na última terça-feira (26/08), a Administração Municipal, contrariando o acordo feito na Campanha Salarial 2014, não apresentou a sua proposta para a Avaliação de Desempenho dos professores.
A mesma encaminhou apenas um material de estudo que servirá de base para elaboração da proposta final.
Diante das discussões, ficou decidido que a Comissão elaborará o documento, com base nas propostas encaminhada pelo SIMPROBAC e pela Administração. Além disso, foi aprovado um calendário de reuniões com intuito de discutir e elaborar os critérios para a referida avaliação até o final do mês de novembro de 2014.
Espera-se que as discussões ocorram dentro do cronograma para que o documento seja apreciado pelos professores e posterior envio para votação na Câmara de Vereadores.
Nesse processo, é importante ressaltar a necessidade de o setor jurídico da Administração atuar com maior agilidade, algo necessário para que o projeto de lei chegue à Câmara de Vereadores ainda neste ano, em cumprimento aos acordos da Campanha Salarial 2014.
Comissão de Gestão do Plano de Carreira discute processo de enquadramento dos professores

Atendendo à solicitação do SIMPROBAC, a Comissão de Gestão do Plano de Carreira do Magistério Público Municipal de Barra do Choça se reuniu na última terça-feira (26/08) para discussão do processo de enquadramento dos professores. Na oportunidade, os representes da Administração apresentaram os documentos que serviram de base para a comprovação da carga horária de trabalho dos professores que solicitaram o enquadramento na jornada de trabalho de 40 horas.

A próximo etapa é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação, com a publicação da portaria com os nomes do professores contemplados.